Medicina de Família | Acupuntura | Homeopatia | Mindfulness

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Medicina de Família

A medicina de família tem como pressuposto fundamental entender o processo saúde-doença no contexto vivenciado pela pessoa. Entender no contexto significa compreender a estrutura familiar, as redes sociais que a pessoa participa, os valores filosóficos e espirituais trazidos, a importância do trabalho e o papel dentro da família desempenhados. O biológico está imerso nesse contexto mais amplo e não há como firmar diagnósticos e tratamentos se o sujeito, o paciente, não assuma parte central no seu próprio processo de cura. A Medicina de Família está muito mais focada em compreender como a pessoa vivencia seu processo de enfermidade do que exatamente focada em firmar diagnósticos nosológicos. Mais vale compreender o que é a gastrite e como ela interfere na vida do paciente do que saber que o problema do paciente é gastrite simplesmente. Nesse sentido a visão da Medicina de Família é sistêmica, ou seja, é preciso entender os processos saúde-doença como conjuntos reunidos de causas e consequências e saber também os desdobramentos multicausais que o processo saúde-doença trarão na vida do paciente e de seu sistema. Outros aspectos relevantes nesse trabalho do médico de família:

  • Longitudinalidade: ter um médico de referência ao longo da vida é uma das decisões mais seguras para a saúde de qualquer pessoa. Ao conhecer profundamente a história de vida, o médico de família é capaz de aperfeiçoar seu olhar clínico, cometer menos iatrogenia, e transmitir uma segurança maior sobre os diagnósticos e tratamentos construídos em conjunto com o paciente;
  • Integralidade: sendo sistêmico o olhar não há como tratar uma região do organismo sem ver o restante. Não há como tratar o biológico sem compreender o social, o familiar e espiritual;
  • Gestão do cuidado: se houver necessidade de referenciar a um outro especialista o médico de família o faz com consciência de que ele está cuidando do caso global do paciente. A lógica de procurar especialistas diretamente sem a gestão do cuidado leva a olhares e intervenções fragmentadas, iatrogenias, excesso de exames e intervenções, gera insegurança ao paciente, demanda tempo e dinheiro com baixa resolutividade.
  • O advento do Método Clínico Baseado na Pessoa: esse método se baseia em 6 aspectos centrais: 1) explorar a doença e a experiência da mesma; 2 ) entender a pessoa como um todo; 3) elaborando um plano conjunto de intervenções; 4) Incorporando prevenção e promoção; 5) intensificando a relação do paciente com o médico; 6) sendo realista.